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CONTINUA SENDO AGORA
esse blog começou aqui: https://eusouocritico.wordpress.com/

 

Faz um bom tempo que eu escrevo um diário offline cujo objetivo autodeclarado sempre foi a prática da escrita. Quando comecei, eu queria ser capaz de escrever todos os dias e mais ou menos consegui. Tem dias em que eu esqueço, às vezes passa uma semana, mas em geral consigo fazer umas anotações autobiográficas genéricas para mim mesmo quase todos os dias.


A partir do ano passado algo mudou e uma prática mais consequente da escrita se instalou em mim. Terminei um doutorado, defendido em agosto de 2025. Em seguida participei da edição do meu livro pela Editora Patuá. Enquanto isso escrevi um artigo apresentado em novembro em um congresso em Brasília e finalmente entregue em janeiro deste ano. Na sequência, imediatamente na sequência, digo, me propus a escrever um livro infanto juvenil para um consurso literário cujo prazo era 14 de fevereiro. Ou seja, eu tinha um mês pra escrever um livro do zero. Um livro com pelo menos 64 mil caracteres. E foi aí que algo finalmente mudou, porque eu me apoiei em anotações que eu já tinha escritas mas escrevi um livro inteiro, uma saga adolescente com começo, meio e fim em menos de um mês.

Pela primeira vez na vida eu escrevi todo dia. Escrevi o livro principalmente no celular. Escrevi no metrô, em esperas de hospitais onde fui como acompanhante, escrevi enquanto tomava café, enquanto comia, escrevia, escrevia. E deu certo, enviei.


Ainda estou me acostumando com a idéia mas por enquanto (faz 6 dias que eu enviei a versão final) estou com abstinência de escrever o que significa que algo mudou em mim. Hoje mais cedo reli um pedaço de um outro livrinho que comecei e não desenvolvi e, bom, acho que vai ser o próximo livro.

  • 8 de fev. de 2025

o homem sensível


qualquer coisa a ser dita sobre o homem sensível poderá e será usada contra ele


porque o homem atualmente

e por um bom tempo

está e estará sob suspeita

e com razão


porque nem todo homem MAS sempre um homem


o que também não é verdade afinal há Flores de Lis, Damares e Zambellis por aí


mas mesmo assim tá difícil defender o homem


aquela história recorrente:

viva o Silvio Almeida, fora Silvio Almeida

viva o Neil Gaiman, fora Neil Gaiman

etc


sobram alguns ainda mas por quanto tempo?


até aqui ninguém tem nada contra mim


?

Atualizado: 24 de mar. de 2025

Muitos anos atrás decidi parar de postar no Facebook e limitei a minha relação com aquele site lá.

Eu já usava o Instagram e era meio obrigado a usar o Whatsapp, que virou padrão de comunicação no Brasil.


Mas o Facebook mesmo, eu nunca nem instalei o aplicativo de celular. Logava sempre em janelas privativas do browser e demorei muito tempo pra replicar (algumas) postagens do Instagram pro Facebook.


Resolvi finalmente escrever um texto explicando porque e propondo aqui umas reflexões.

Como estou publicando este texto também no Facebook eu provavelmente vou ter que entrar mais vezes lá, exatamente o que eu estou evitando de fazer. Mas é isso, a vida é cheia de contradições e para dialogar ou criticar algo às vezes faz mais sentido criticar de dentro.


O problema principal é que o Facebook virou uma máquina de manipulação política, de difusão de mentiras ("fake news" = mentira. É simples assim).

E agora com o Trump/Elon Musk na presidência dos EUA a coisa vai piorar e muito.

Hoje o oligarca dono do Facebook, o Zuckerberg, deu uma declaração dizendo que não vai mais inibir mentiras. Ele se diz contra a censura. O que significa que vai poder ter propaganda política de nazismo, de racismo, homofobia, transfobia, a partir de hoje tá tudo liberado!



Enfim, mas vamos para as minhas razões anteriores para para de frequentar aquele boteco lá.

Bom, no início era o Orkut. A melhor comunidade online que a gente já teve. No Orkut a dinâmica dos encontros era feita a partir das comunidades. Tinha comunidade de tudo: das mais zuêra a la "anão vestido de palhaço mata oito" e "por favor aceite esta manga" às mais sérias e dedicadas aos discos brasileiros dos anos 70, arte, etc. As pessoas se organizavam em torno de interesses em comum e em tópicos que ficavam publicavam e organizados. Era fácil achar as coisas, ficava tudo registrado.

Não tinha uma timeline pública coletiva, as timelines eram individuais, você ia no perfil da pessoa com quem queria falar e respondia ao post dela. Tinha depoimentos, tinha notas de "sexy", "confiável", etc.


Então veio o Twitter. No Twitter era apenas uma timeline coletiva onde os posts de início ficavam publicados cronologicamente, cada post na hora que foi publicado, um depois do outro. Você seguia as pessoas e a pessoa seguia você apenas se quisesse. Não eram "amigos", você queria acompanhar alguém e seguia a pessoa. Se a pessoa não quisesse te acompanhar, paciência.


O Facebook chegou e logo copiou essa timeline pública do Twitter. No início o Facebook também não tinha ela, era só a timeline individual como no Orkut.


Mas daí o Facebook inventou o tal algoritmo.


Ao invés de receber as públicações de todo mundo que você seguia na ordem em que foi publicada, agora era o Facebook que decidia o que ia aparecer.

O misterioso algoritmo manipulava a sua timeline a partir dos seus likes, supostamente a partir dos seus interesses.


Bom, foi aí que eu perdi o interesse no Facebook.

Porque tudo é política e não existe algoritmo objetivo isento. O algoritmo foi programado e é constantemente reprogramado por um grupo de pessoas que tem sempre uma intenção política.

Às vezes a intenção é "deixar a política de fora" o que em si é um intenção política, porque não existe isenção. Se você se diz isento, você concorda com quem está no poder. Você participa, querendo ou não, esse é o preço de viver em sociedade. Se você não se posiciona e luta contra, você concorda.

E economia também é política! O dinheiro é uma ideologia em si!


E o algoritmo do Facebook e do Instagram vem sendo criado para radicalizar as pessoas. Pessoas indignadas, com raiva, ficam mais tempo nos sites repostando e divulgando as coisas e com isso o FB/Instagram, a Meta, vende mais propaganda e ganha mais dinheiro a partir de você que está indignado e fazendo mais pessoas ficarem mais tempo aqui, repostando e divulgando as coisas, as causas, etc.

O dinheiro é uma ideologia e a ideologia de aumentar o rendimento da Meta passa por radicalizar as pessoas, etc, etc.




Enfim. Agora é o paradoxo, porque as pessoas vão responder a este post que eu publiquei lá primeiro e eu vou ter que voltar lá, exatamente o que eu não queria.


Enfim, isso estava entalado na minha garganta e eu precisava desabafar com vocês.


Ah sim, porque eu nunca instalei o aplicativo e só entro em janelas privativas do browser? Porque se você instala o aplicativo e fica logado no navegador, o Facebook fica te seguindo por todo lugar na internet pra alimentar o algoritmo dele....

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