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Mudança de hábito

  • 19 de fev.
  • 2 min de leitura

Faz um bom tempo que eu escrevo um diário offline cujo objetivo autodeclarado sempre foi a prática da escrita. Quando comecei, eu queria ser capaz de escrever todos os dias e mais ou menos consegui. Tem dias em que eu esqueço, às vezes passa uma semana, mas em geral consigo fazer umas anotações autobiográficas genéricas para mim mesmo quase todos os dias.


A partir do ano passado algo mudou e uma prática mais consequente da escrita se instalou em mim. Terminei um doutorado, defendido em agosto de 2025. Em seguida participei da edição do meu livro pela Editora Patuá. Enquanto isso escrevi um artigo apresentado em novembro em um congresso em Brasília e finalmente entregue em janeiro deste ano. Na sequência, imediatamente na sequência, digo, me propus a escrever um livro infanto juvenil para um consurso literário cujo prazo era 14 de fevereiro. Ou seja, eu tinha um mês pra escrever um livro do zero. Um livro com pelo menos 64 mil caracteres. E foi aí que algo finalmente mudou, porque eu me apoiei em anotações que eu já tinha escritas mas escrevi um livro inteiro, uma saga adolescente com começo, meio e fim em menos de um mês.

Pela primeira vez na vida eu escrevi todo dia. Escrevi o livro principalmente no celular. Escrevi no metrô, em esperas de hospitais onde fui como acompanhante, escrevi enquanto tomava café, enquanto comia, escrevia, escrevia. E deu certo, enviei.


Ainda estou me acostumando com a idéia mas por enquanto (faz 6 dias que eu enviei a versão final) estou com abstinência de escrever o que significa que algo mudou em mim. Hoje mais cedo reli um pedaço de um outro livrinho que comecei e não desenvolvi e, bom, acho que vai ser o próximo livro.

 
 
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