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Twitter é minha TV

O Twitter é minha televisão. Eu não tenho televisão de verdade há anos, mais de 10 anos certamente, já faz tanto tempo que nem parece tanto tempo assim. Ficou normal. Os únicos momentos em que eu percebo a influência da TV no mundo (e esmagadora e onipresente influência no Brasil) é quando eu entro no twitter. Se está todo mundo que eu sigo em português falando de um mesmo assunto eu já tenho quase certeza que esta passando na TV. Seja o JN, Fantástico, BBB, o horrendo Sikêra e outras tosquices: tudo coisa que eu só sei que existe por causa do twitter. E não lamento e nem deixo de seguir ninguém por isso, pelo contrário: agradeço.

Por mim TV deixava de existir, mas as pessoas gostam e ela existe. E pior: existe muito ainda, está longe de ser ameaçada por qualquer mídia social. Existe e influencia todo mundo. Como eu não assisto a TV, o meu twitter me diz apenas o suficiente sobre os assuntos, apenas o essencial. Sobre a CPI, sobre as Olímpiadas, Roda Viva, tudo o que é relevante a minha TL, por amostragem estatística e cuidadosa escolha pessoal minha de quem seguir, tudo vai acabar na minha TL em forma de posts curtos e suficientes. Como eu prefiro ler do que assistir audiovisual, pra mim é o formato mais adequado mesmo.

Mas o Twitter também é minha TV no sentido de inifinitos canais por onde eu zapeio e navego nas informações sobre o mundo. Eu sigo mais de 3500 pessoas, minha timeline não para nunca! Sigo gente do Japão, Austrália, EUA, Europa, da Argentina, Bolívia, Chile, artistas, jornalistas, bots, programadores, ativistas, políticos, etc, e etc. Nem todo post de todo mundo me interessa. No Limite é chatíssimo, eu apenas sigo num doomscrolling que está mais para infosurfing, procurando um artigo, um meme, algo que valha a pena e sempre tem, sempre vale.

E agora também graças ao twitter e à sua sempre iminente decadência, eu estou tentando ressuscitar esse blog.

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